Arquivo de Vida - Blog da caracolga
A caracolga é um projeto sobre Educação Mindfulness, que almeja cuidar do crescimento pleno das crianças, envolvendo, com consciência, todos os agentes educativos.
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Habitar o corpo

Há tempos tropecei num desafio lançado para quem o quisesse apanhar, de refletir sobre o que é Habitar o Corpo. O repto ficou a pairar na leveza de um sopro, que me acariciou a pele, eu agarrei-o e puxei-o para bem perto de mim, para junto do meu coração.

Foi com emoção [não devemos ter pudor de mostrar as nossas emoções] que o meu coração se abriu a este sentir… Habitar o Corpo! Faz-me regressar à criança que, afinal, ainda sou, trazendo-me à memória que andei grande parte da minha vida a arrastar o corpo como se fosse um pesado fardo.

Neste momento, não consigo travar o ténue sorriso que se forma no meu coração e se expande para a minha face. Como foi possível que tal tivesse acontecido, viver sentindo o corpo como uma carga distante de mim própria?

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O Homem Equânime

Numa pressa de avaliar e criar juízos de valor, que a vida moderna nos traz, deixamos de observar e sentir a vida, perdendo a visão neutra e firme que nos permite saborear o momento presente, sem julgamentos.

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Cordão Umbilical

A energia da primavera vibra em todas as células do meu Ser, toca-me nas profundezas e permite-me renascer a cada ano. Hoje, sinto o Sol a acariciar a minha pele, suavemente, apenas fazendo-me sentir a sua presença, como quem diz, estou aqui para ti. Sinto o Vento a afagar-me os cabelos, que dançam livremente.

Sinto o aroma doce das flores da laranjeira. Fecho os olhos e sinto. Estou presente. Sinto o vigor da vida que brota de cada árvore, de cada folha, de cada flor que se abre ao mundo.

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Isto é Amor!

Foi mais um dia difícil! Cheguei a casa sem energia e a agarrar, com um fio muito ténue, o pouco vigor que me restava.

Abri a porta já com medo de me deparar com alguma situação, para a qual não sobrasse firmeza para gerir. Porém, entrei e fui surpreendida com um caloroso abraço dos meus filhos e um olhar cúmplice do meu companheiro.

Sem poder dizer mais do que “Olá família…”, fui sendo empurrada ao som de risadas divertidas. “Tens de fechar os olhos e não vale olhar!”, afirmavam os meus filhos nas suas vozes animadas. Despojei-me do fardo do dia e deixei-me levar pelo entusiasmo das crianças. Nutri-me da sua pureza e guiei-me pela sua sabedoria.

Parámos…

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